domingo, 15 de junho de 2008

"...que linda menina vejo aos teus olhos assomar..."




Após um fim de semana/feriado/férias,... na companhia dos meus maravilhosos pais, sinto-me bem mais feliz, nascendo de novo,... sim, eles sempre me dão nova luz, nova vida! São, sem dúvidas, os seres que eu mais amo entre toda a espécie.


CARINHO* **

Querida mãe,
quando me beijas,
eu beijo-te ainda mais
e o enxame dos meus beijos
nem sequer te deixa olhar.

Quando a abelha entra no lírio
não se sente o esvoaçar.
Quando escondes tua filhita
nem se ouve respirar.

Olho para ti, olho sempre
sem que me canse o olhar;
que linda menina vejo
aos teus olhos assomar.

O tanque reflecte tudo
o que tu estás a olhar;
mas tu nas pupilas tens
a tua filha e nada mais.

Os olhinhos que me deste
ainda tenho de os gastar
a segui-los pelos vales,
pelo céu e pelo mar.

*Onde lê-se mãe/mother´s, leia -se também pai/father´s
**Adaptado de GABRIELA MISTRAL, in. Antologia Poética (Editorial Teorema, 2002 - Selecção, tradução e apresentação de Fernando Pinto do Amaral)

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